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Segunda-feira, Setembro 29, 2003
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Olhem só esses números:
Colesterol Total: 293, desejável < 200
Colesterol HDL: 56, desejável: 55
Colesterol LDL: 215, desejável < 129
Sabe de quem são? Meus! SOCORRO!
Tá... Confesso que minha alimentação não é lá muito saudável. Na verdade, nunca foi. Como um montão de porcarias, mas como um monte de coisas boas. Tenho até me policiado, tanto é que de julho pra cá, perdi uns 3,5kg.
Sei de pelo menos duas coisas que provocou isso: nas últimas 2 semanas tenho comido dois ovos fritos quase que diariamente e nos últimos 10 dias, tenho comido uma torta chamada charlote, também quase que diariamente. Essa torta lembra a consistência de um pudim ou seja, deve levar uma gema empurrada. Será que o estresse altera o colesterol? O clima lá no trabalho não anda muito bom mesmo.
Bom, a boa notícia é que falei com a coordenadora de projetos e perguntei se poderia tirar minhas férias. Ela disse que sim e ia aproveitar a fase de bom humor dele para com ela pra pedir a dela e ela vai aproveitar e colocar as minhas. Tenho direito a duas férias de duas semanas por ano (é porque só tem eu pra fazer o que eu faço, daí não posso me ausentar por muito tempo), mas como esse ano não pude tirar nenhuma, vou tirar 3 semanas. Talvez na surdina, entre Natal e Ano, dependendo do movimento e do serviço, eu tire a que ficou faltando. Vamos ver.
Com certeza vou viajar, mas o destino ainda não é certo. Dos vários pacotes que entreguei à agência de viagens, o mais barato custa R$ 2.600,00 - fora o que devo gastar por lá (almoço, lanches, transporte extra, essas coisas). Salgado o preço, não? Mas tô juntando. Pode dividir em 4X, mas vou ver se choro bem muito lá na agência e eles fazem em 5X (já melhora e muito).
Por enquanto é só.
A tout à l'heure!
postado por: Claudia Draper 3:47 PM
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Sexta-feira, Setembro 26, 2003
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Léa, faxineira de anos aqui em casa, hoje veio me dizer que minha mãe pediu pra ela me perguntar por que não estou mais ajudando na cozinha. Bah! Acreditam? Por que mamãe não pergunta direto a mim? Aliás, ela perguntou há algum tempo e eu respondi.
A resposta? Simples: odeio serviços domésticos. Daí você me pergunta "mas Cau, é pra ajudar sua mãe, que já não está tão nova, por que você não ajuda?". A princípio parece uma causa nobre, tanto é que eu ajudava, mas encheu. Uma coisa é você fazer um serviço que você odeia pra ajudar alguém - até aí tudo bem. Mas fazer algo que você odeia e, ao invés de você receber um "obrigada", você receber uma crítica? Sim, uma crítica.
Eu já disse que minha mãe é estremamente metódica? Uma coisa é querer ser organizada, acreditem, tirando o meu quarto, eu sou organizada. Mas daí reclamar porque o prato A ficou debaixo do B, quando era pra estar debaixo do C, é demais.
Um exemplo simples, prático e que aconteceu várias vezes: se eu esqueço de guardar os pratos que estavam no escorredor, ela reclama que não guardei; se eu guardei os pratos, ela reclama que guardei no lugar errado; se eu guardei no lugar certo, ela reclama que não era pra ter guardado, pois ela ia usar o prato.
Pode parecer um exagero, mas não temos empregada doméstica ha uns 10 anos. Imagine você ouvir isso todos os dias. Imaginou? É um saco, não é? Pois bem, é isso que eu escuto: reclamação atrás de reclamação. Às vezes nem gosto de tocar nesse assunto, pois estarei reclamando e assim, seguindo o caminho dela. Mas parei, justamente pra não ficar igual. Aqui é só um pequeno desabafo. Parei de reclamar isso com os outros, mas tenho que ter uma válvula de escape, no meu caso, é esse blog, já que terapia é muito caro e eu não posso pagar.
Minha mãe, no meio das reclamações dela, vive dizendo que já está muito cansada, não tem mais idade (ela tem 66 anos e meio), essas ladainhas. Agora eu pergunto: e por que não contrata uma empregada? A própria Léa já deu várias diretas e indiretas pra que mamãe a contratasse. Mamãe vive dando desculpas do tipo: "tenho que pagar um salário", "é mais dinheiro pro transporte", "e se ela me botar na justiça?" Por que ela iria botar na justiça? Basta pagar certo e no dia. Quanto ao dinheiro, papai pagaria. Não somos podres de ricos, nem classe média alta, mas pagar 250 pra uma pessoa, meu pai ainda pode.
O que ela quer? Que eu fique na cozinha o dia todo, como no começo do século passado pra "arranjar um bom marido"?? Conheço tanta gente que é muito bem casada e que, hoje sabe cozinhar, mas casou sem saber nada ou quase nada. Não é desculpa.
Resumindo: minha mãe está cansada, eu não suporto cozinha, a faxineira quer o emprego e meu pai pode pagar. Por que ela não resolve da maneira mais simples e pára de querer me transformar numa dona-de-casa?
Sabe a que conclusão eu cheguei? Ela não contrata de propósito pra ela ter do que reclamar, já que ela não sabe manter um diálogo com alguém sem fazer uma crítica. Se o motivo da crítica/reclamação desaparecer, ela vai falar o que?
C'est la vie...
postado por: Claudia Draper 8:50 PM
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Quarta-feira, Setembro 24, 2003
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Aiaiai... Quando digo que esses meus usuários ainda vão me torturar... O chefão hoje perguntou se o sistema já estava pronto. Eu disse que quase. Estaria pronto se os caras não mandassem mexer. Mas mexeram, fazer o que? Eu ainda consegui contornar aquele problema de somar num canto e no outro deixar separado, sem precisar alterar a base de dados. Menos mal. Mas eles mandaram incluir um dado (inútil, ao meu ver e também no de Alonso) que esse não tive como escapar, a não ser incluindo o campo.
Estou pensando num local pras férias: Curitiba, interior de Minas ou Chapada Diamantina. Que acham? Adoro viajar... Estou precisando de férias e espero tirá-las no máximo até novembro. E preciso tirá-las bem longe de casa. Não adianta tirar férias do trabalho e ficar aqui em casa, com minha mãe no meu pé. Tenho que tirar as férias dela também. Apesar do meu chefe ser um pé no saco e os usuários não saberem o que querem, lá ainda tem os outros companheiros de cela e rimos muitos com as besteiras que lá acontecem. Desopila...
Pra completar, minha professora de francês está tendo problemas com a mãe. A mãe dela está pior que a minha, pelo que ela conta. Aí lá vai eu, com toda a minha experiência de vida (14 anos que minha mãe tá no meu pé), tentar acalmá-la e dar conselhos de como ela poderá conviver - ou sobreviver - ao lado da mãe.
postado por: Claudia Draper 2:58 PM
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Segunda-feira, Setembro 22, 2003
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Por que os usuários, depois de verem o sistema quase pronto, resolvem ter umas idéias que, embora sejam coerentes e às vezes necessárias, mexem com toda a estrutura do banco de dados? O sistema não nasceu sozinho. Fomos lá, fizemos bilhões de perguntas, eles não responderam nada daquilo que a gente perguntou. Daí pedimos pra eles contarem tudo como, quando e porque acontecia e como queriam que o sistema funcionasse. Eles contaram como queriam e assim o sistema foi feito.
Depois de um mês ou mais, eles vêm com um "e se fizer assim?", "seria interessante se fizessem assim assim e assado", "tem que somar isso daqui com aquilo dali no relatório A, mas no B é pra sair separado", "coloca isso aqui, porque a gente não tem esses dados e seria muito interessante se nós tivéssemos".
Pedidos que, na teoria parecem simples, mas não são. Vai mexer com estrutura de banco e de relatório, além de ajuste na parte da programação. Por que não pediram antes?
Eu agüento?
postado por: Claudia Draper 2:37 PM
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Quinta-feira, Setembro 18, 2003
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O motorista do meu chefe conhecia os motoristas da lotação, que foram agredidos por ele há algumas semanas. Os caras retiraram a queixa. Né lasca?
Pra completar, o projeto que estou fazendo, visa apenas a área metropolitana. O chefe já falou em interior. Pra se ter uma idéia, existe uma área que cobre RM e outra que cobre o interior. São dois departamentos diferentes que atuam de maneira diferente. Eu achava que o chefe da RM é quem tinha pedido o projeto, mas foi o filho de uma que-ronca-e-fuça do meu chefe quem sugeriu que fosse feito um sistema pra o cara usar. Pra completar, já existe um sistema que faz a mesma coisa, só que como não sabem mexer, tivemos que fazer outro. Só que meu chefe já tá falando em que é pra atender o interior também. Por que raios ele não disse isso no início?!?!?!?!
Mas pelo menos teve algo bom: ontem ele me chamou e chamou o Alonso pra conversar sobre o sistema e ele me bombardeou de perguntas. Estava tentando responder a todas, inclusive as que eu não entendia, até que eu disse "que ir lá no computador e ver o que o sistema faz?" Maravilha! Ele foi, viu, gostou e ainda saiu elogiando. Eu já estava tão nervosa que nem ouvi os elogios. Quem me disse que ele elogiou foi Alonso. O chefe saiu da sala feliz da vida e dizendo que o sistema tava melhor do que esse daí que existe e ninguém sabe usar.
Será que devo aproveitar e pedir minhas férias?
postado por: Claudia Draper 10:51 AM
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Terça-feira, Setembro 16, 2003
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Aprenda a ser educado no trabalho pra evitar o stress
Taí... Essa é antiga e, apesar de não gostar de ficar postando piadinhas ou textos dos outros, reflete muito o meu dia-a-dia no trabalho, principalmente na questão "o que falo"-"o que realmente gostaria de falar".
No lugar de: NEM FODENDO!
Usar: Não tenho certeza se isso vai ser possível.
No lugar de: TÔ CAGANDO E ANDANDO!
Usar: Não vejo razões para preocupações.
No lugar de: MAS QUE PORRA EU TENHO A VER COM ESSA MERDA?
Usar: Inicialmente, eu não estava envolvido nesse projeto.
No lugar de: CARALHO!
Usar: Interessante, heim?
No lugar de: FODA-SE! NÃO VAI DAR NEM A PAU!
Usar: Há razões de ordem técnica que impossibilitam a concretização da tarefa.
No lugar de: PUTA MERDA! VIADO NENHUM ME FALA NADA!
Usar: Precisamos melhorar a comunicação interna.
No lugar de: E NA BUNDINHA, NÃO VAI NADA?
Usar: Talvez eu possa trabalhar até mais tarde.
No lugar de: O CARA É UM BOSTA!
Usar: Ele não está familiarizado com o problema.
No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU!
Usar: Desculpe.
No lugar de: VÁ PRA PUTA QUE O PARIU, SEU VIADO!
Usar: Desculpe, senhor!
No lugar de: BANDO DE FILHOS DA PUTA!
Usar: A Matriz não ficou satisfeita com o resultado do trabalho.
No lugar de: FODA-SE! SE VIRA!
Usar: Infelizmente, não posso ajudar!
No lugar de: PUTA TRABALHINHO DE CORNO!
Usar: Adoro desafios!
No lugar de: AH, DEU PRO CHEFE?
Usar: Finalmente reconheceram a sua competência.
No lugar de: ENFIA ESSA MERDA NO CU!
Usar: Está muito bom, mas, por favor, refaça esta parte do trabalho.
No lugar de: AH, SE EU PEGO O FILHO DA PUTA QUE FEZ ISSO!
Usar: Precisamos reforçar o nosso programa de treinamento.
No lugar de: ESSA MERDA TÁ INDO PRO BURACO!
Usar: Os índices de produtividade da empresa estão apresentando uma queda sensível.
No lugar de: AGORA FUDEU DE VEZ!
Usar: Esse projeto não vai gerar o retorno previsto.
No lugar de: EU SABIA QUE IA DÁ MERDA!!
Usar: Desculpe, eu poderia ter avisado, se fosse consultado.
No lugar de: OH, CACETE! VAI SAIR CAGADA DE NOVO!
Usar: Apesar do esforço, teremos outra não conformidade.
PS: desculpem-me pela quantidade de palavras de baixo calão no texto e a falta de criatividade pra escrever alguma coisa minha. Prometo que em breve contarei outras de meu "amado" chefe.
postado por: Claudia Draper 9:01 PM
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Segunda-feira, Setembro 15, 2003
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Não quis postar nada sobre os atentados contra o WTC, porque 99% dos blogs falaram disso. Só pra não dizer que não tenho opinião, ainda acho que as duas torres estariam de pé, caso o presidente americano fosse outro. Mas deixa pra lá. No comments, please... :)
Sexta feira, o meu chefe perguntou - de novo - como andava o sistema. Respondi-lhe que estava quase pronto, aí ele me perguntou o que faltava. A entrada dos dados, que o Alonso não conseguiu terminar por ser interrompido constantemente para execução de outras tarefas. Foi o suficiente. Ele foi falar com Alonso e disse que era pra priorizar o sistema. Da boca pra fora, claro! Hoje de manhã, a secretária do chefe entregou uns papéis pro Alonso resolver a bronca e eram ordens expressas dele. O que a gente faz num caso desses? Nada, né?
Pra adiantar o serviço do Alonso, já que minha parte está pronta, passei o tempo todo no trabalho tentando ajudá-lo na conexão com o banco e inclusão dos dados. Conseguimos: faltam as críticas (impedir que um usuário distraído inclua uma letra numa data, por exemplo). Acredito que em dois dias - se não houver novas interrupções - estará pronto.
Quanto à "escravidão", infelizmente é uma realidade de qualquer profissional da área de informática. Esse tipo de pressão, irei sofrer em qualquer lugar. Em alguns locais, mais e em outros, menos. Recebendo um tiquinho só a mais, num canto ou muito menos, noutro. Mas é a mesma pressão, acreditem. Apesar das reclamações, gosto do que faço. O chato é ser comandada por pessoas que não entende ovo do assunto, mas acham que entendem.
postado por: Claudia Draper 6:25 PM
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Quinta-feira, Setembro 11, 2003
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Sabem o Alonso? Aquele que vai fazer a entrada dos dados do meu sistema? Ainda não fez a parte dele. Uma coisa e outra acontece e ele ainda não fez quase nada. E nem foi culpa dele, coitado! De vez em quando fazem uma auditoria por lá e só pegam a máquina dele. O cacique autoriza, não tem pajé que dê jeito. Fazer o que?
Infelizmente o cacique é burro. Burro. Não tem outra palavra pra descrevê-lo. Se só tem uma máquina com as ferramentas pra se fazer uma determinada tarefa - o que já é um erro - e só tem uma pessoa habilitada a mexer nessa ferramenta - outro erro, o chefe decide justamente dar essa máquina? E de quebra, o Alonso fica sem ter o que fazer, olhando os outros fazerem. Vai fazer o que se tá sem a máquina dele e sem as ferramentas dele? O pior é que tem uma máquina desocupada lá, pois o dono tá de licença-prêmio, por que não libera essa? Depois o homem vem reclamar que o sistema não tá pronto. E de quem é a culpa? Minha, claro! A base da pirâmide do poder, o lado mais fraco da corda. Ou Isaura, como às vezes o colega que senta do meu lado me denomina. Essa semana, meu chefe perguntou duas vezes como estava o sistema. Quase pronto, foi a resposta. E está quase pronto, só falta a entrada. A minha parte já está mais do que pronta. E hoje comecei, por desencargo, a fazer a entrada dos dados pelo sistema. Conhecendo meu chefe, como conheço, ele vai acabar mandando eu fazer.
Mudando de assunto, fico feliz em ver blogs que linkei aqui serem destaque do Blog of Notes e Whats Up. Já há algumas semanas que sai um e entra outro. Fico feliz, pois são blogs que eu gosto de ler e os donos merecem o destaque.
Parabéns!
postado por: Claudia Draper 3:50 PM
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Terça-feira, Setembro 09, 2003
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Wave
Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender,
Fundamental é mesmo o amor,
E o impossível é se feliz sozinho.
O resto é mar, é tudo que eu não sei contar,
São coisas lindas, que eu tenho pra te dar.
Vem de mansinho a brisa e me diz,
Que é impossível ser feliz sozinho.
Da primeira vez era cidade,
da segunda o cais e a eternidade.
Agora eu já sei, da onda que se ergueu no mar,
E das estrelas que esquecemos de contar.
O amor se deixa surpreender,
Enquanto a noite vem nos envolver
Taí uma música lindíssima do Tom Jobim. Sempre gostei dela, mas não sabia do nome (ok, podem jogar pedras em mim. Eu mereço!). Ouvi por acaso com uma cantora estrangeira a versão em inglês da música, estava passando nos créditos de um filme que eu não vi. Estava mudando de canal quando ouvi a música e resolvi esperar passar todo o crédito e pegar o nome da música. Procurei no Kazaa a versão da tal mulher, mas não achei. Mas tudo bem, achei com Gal Costa, Frank Sinatra e a instrumental com o Tom. É mole? A versão em inglês tem mais a ver comigo e o que sinto pelo gajo. Está logo abaixo!
So close your eyes
For thats a lovely way to be
Aware of things your heart alone was meant to see
The fundamental loneliness goes
whenever two can dream a dream together
You can't deny don't try to fight the rising sea
Don't fight the moon, the stars above and don't fight me
The fundamental loneliness goes
whenever two can dream a dream together
When I saw you first the time was halfpast three
When your eyes met mine it was eternity
By now we know the wave is on its way to be
Just catch that wave don't be afraid of loving me
The fundamental loneliness goes
whenever two can dream a dream together
PS: Como por um milagre, não levei esporro da coordenadora. Muito pelo contrário. Ela disse que ontem na aula que ela deu na Universidade onde ensina, ela me elogiou: disse que eu progredi. Agora sim, estou com medo!
postado por: Claudia Draper 1:06 PM
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Sexta-feira, Setembro 05, 2003
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Ontem fiquei sabendo que no último sábado, meu queridíssimo chefe se envolveu em confusão com motoristas de transportes alternativos e andou trocando socos com eles. Resultado: olho roxo nos motoristas e nele, além de uma abertura de processo por agressão contra o meu chefe. Estou tão triste :)
A coordenadora de projetos hoje não apareceu. Pedi tanto a Deus e ele me atendeu. Mas terça tem bronca e das grandes. Ela saiu dizendo que acreditava que o projeto estaria pronto hoje. Realmente, a parte básica que ficou comigo, está pronta. O sistema é simples, mas ele gera mais de 15 relatórios. Os 6 principais já estão prontos + 2 dos secundários. Mas ainda queria colocar mais alguns, os que geram gráficos. Nada impede de ser implantado, mas seria importante ter os 4 que faltam. E não faço a menor idéia se Alonso terminou a dele. Provavelmente não. Sem a de Alonso, a minha não funciona, pois a entrada dos dados é toda com ele. Mas é bem capaz dela brigar comigo, por não ter ficado no pé dele. Vamos ver.
Pra completar, Popó (apelido dado ao meu chefe) hoje passou por mim, quando eu tirava uma dúvida de um usuário de outro sistema e logo disparou "o sistema tá caminhando, né Cláudia?" - "Está, sim senhor!" No mínimo ele achava que o fato de estar de pé no meio do corredor, eu não estava fazendo nada. Raios!
 Por último, outro devaneio fotográfico. Não sei o nome dessa flor, mas tirei por acaso num dia que resolvi tirar fotos. Essa da foto, é de um parque perto daqui de casa. Existem várias árvores espalhadas pela cidade que dá esse tipo de flor. Mas se não estou errada, só dá uma vez por ano. Já tentei bater outas vezes, mas sempre quando saio, não tá no período. Alguém sabe o nome da flor e em que época ela aparece?
A tout à l'heure!
postado por: Claudia Draper 4:47 PM
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Quarta-feira, Setembro 03, 2003
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Após tanta reclamação e tantas broncas, finalmente a coordenadora de projetos é só elogios comigo.
Na sexta feira, após uma longa reunião entre ela, Alonso e eu, ela ficou repetindo "jóia! Esse projeto está massa. O sistema vai ficar ótimo! Parabéns, Cau!"
Vale salientar, que durante a reunião, a secretária do big-boss disse que ele queria falar comigo. Fui até a sala dele pra saber o que ele queria e depois de esperar mais de 5 minutos ele ao telefone, ele me pergunta se eu já havia falado com a coordenadora de projetos sobre o novo sistema que devo fazer. Eu estou numa reunião com ela e Alonso, justamente definindo como vai ser o sistema, como vamos fazer a alimentação dos dados na base pra podermos começar a escrever o programa. O banco já está pronto e todas as tabelas devidamente alimentadas - foi o que ele ouviu de mim.
O que eu gostaria mesmo de dizer era: estaria trabalhando nele neste exato momento se você não tivesse me atrapalhado. Por que ao invés de mandar me chamar, não tirou a bunda da cadeira e foi ver se eu estava ocupada ou não??? De incompetentes, já basta você, que só percebe que nós [da área de informática] existimos, quando a internet sai do ar.
Hoje, falei com a coordenadora e informei que teria que adicionar uma nova tabela no banco e uma das tabelas existentes deveria sofrer alteração, já que quando conversei com o usuário ontem, ele me deu umas novas informações.
Ok, Cau. Ainda bem que você descobriu agora, antes do sistema ser implantado. Parabéns, você está se saindo muito bem. Melhor do que a encomenda. Você está excelente e está me surpreendendo.
Ha! E ela duvidava de mim? Capacidade sempre tive, mas sempre fui tolhida lá. Muitas vezes a culpa era minha, já que me deixava levar pela preguiça, mas nunca pela incompetência.
Mas esses excessos de elogios não são muito bons. Uma pessoa que vivia me botando pra baixo de repente começa a me elogiar? Tenho até medo...
postado por: Claudia Draper 2:23 PM
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Segunda-feira, Setembro 01, 2003
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Fim-de-semana, aniversário de uma tia em outra cidade, lá vai eu e minha irmã pra lá comemorar. Minha mãe - irmã da aniversariante - ia, mas de última hora, desistiu. Muito puxado ir e voltar no mesmo dia, já que são duas horas mais ou menos de carro e minha mãe já não tem essas idades todas e não agüenta esse ritmo.
Não deu outra: faltou, dançou!
Começamos (eu, minha irmã e minhas duas primas) a falar dos avós, que eram cabeças duras, certinhos. Minha avó não tinha papas na língua, já o meu avô era muito metódico. Ele dizia "é assim" e ai de quem não fizer exatamente daquele jeito.
Daí passamos pros tios, no meio estavam minha mãe, claro! Fala de um tio, fala de outro tio, de uma tia, de outra, mas quando chega na minha mãe, é assunto que não acaba mais. E boa parte das estórias são recentes - e eu não sabia, o que me deixou chocada.
Há umas 3 semanas, fomos a um casamento e minha mãe se virou pra esposa de um dos meus primos e disparou:
- Ruth, mas você tá gorda, heim?
- não... Aumentei só um pouquinho
- pouquinho??? Você está com um pandeirão...
Já o marido da minha prima, disse que quando ele comprou uma pick up, mostrou para minha mãe. Tá roubando, é? - foi o que ele ouviu da minha mãe. Minha irmã disse que num enterro de uma outra tia - irmã do meu pai, mamãe se virou pra esposa de outro primo e também disparou um já vi que nem podem falar de mim, Elis, você está enoooorme! A minha irmã é que ficou morta de vergonha e foi procurar Elis pra pedir desculpas.
Aí começamos a contar as criancices da minha mãe, pois ela agora não conta nada da família dela pra papai. Não conta, porque papai não conta nada da família dele pra mamãe. E a conclusão que chegamos, é que ele não conta, porque meu pai não podia falar nada, que minha mãe dava uma alfinetada. Tipo:
- fulaninha e sicraninho se divorciaram
- claro! Ela era desleixada e ele era vagabundo, nunca podia dar certo.
Claro que com o tempo você ia encher o saco e parar de contar as coisas. Eu faria o mesmo. Aliás, deixo de contar muitas coisas das minhas amigas ou até mesmo minhas pra minha mãe pra evitar comentários deste nível. É muito chato.
Ainda teve vários assuntos, principalmente sobre as razões da fuga de minha irmã, que aos poucos vou contar aqui. Mas chegamos a uma conclusão: dos 8 filhos que meus avós tiveram, minha mãe foi a que ficou mais próxima deles e acabou absorvendo o metodismo do meu avô (vai ser do jeito que eu quero e pronto) e a falta de freio na língua da minha avó.
Pois é... Esta é a minha mãe.
postado por: Claudia Draper 2:09 PM
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Perfil:
Cognome: Claudia Draper
Idade: 29
Signo: Gêmeos
Estado Civil: Solteira
Profissão: Programadora e Analista de Sistemas
Hobbies: Fotografar e viajar

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